
Tive a “criatividade” de fazer este título durante a apresentação do Gustavo Fortes, da Espalhe Marketing de Guerrilha, durante o primeiro dia do New Brand Communication (#nbc09).
Ele falava sobre conteúdo: “se é bom, as pessoas espalham. Se é ruim, morre”. Como a promotora do evento é a Good People Share, resolvi botar uma vírgula nesta história: “good, people share”. Ou seja, “(em sendo) bom, as pessoas compartilham”.
Afinal, não é por compartilhar ou não que as pessoas são boas ou más. Prefiro deixar o fator de bondade para o conteúdo. Mas concordo que “you are what you share”, independente de ser bom.
Eu já tinha assistido a uma apresentação do Gustavo durante o evento Social Media Brasil, tinha gostado muito, fato que me fez ouvir novamente e conhecer o case dos Postos Ale: banda Fresno tocando nos postos, postos tornados zona de Internet sem fio…

Outros momentos legais que eu pude presenciar foram durante o painel de discussões com os palestrantes e convidados. O Cristiano Dias, por exemplo, que é provocador do evento como eu, usou a metáfora do pinball para abordar o atual cenário de comunicação e gestão de marcas em meio às midias sociais:
“Antes era mais fácil, tipo jogar bowling, a gente treinava, mirava, arremessava a bola e esperava um strike; agora a gente tem de jogar pinball só com os paddles, vários fatores ficam fora de controle e eventualmente a gente precisa mudar de estratégia”.
O palestrante Engin Celikbas, da agência holandesa Kessel Kramer, falou que “não se pode trabalhar para qualquer cliente, pois nosso processo é meio assustador: demanda transparência”. Falou também que entre os cerca de 40 empregados, todos tem a responsabilidade de interagir com o cliente – e portanto ninguém está incumbido expecificamente disso.
Claro que tudo isso é uma mísera fração de tantas coisas legais que eu vi e ouvi no evento. Recomendo passar na FAAP e participar, vai até quinta-feira. É uma puta chance de ouvir reconhecidos profissionais do mercado internacional (de vários países europeus e americanos), ver os exemplos que eles mostram, tirar dúvidas diretamente com eles, e daí se ligar finalmente que tem muito a ver com as coisas que a gente já faz muito bem aqui no Brasil.
Faz bem para não falarmos mais “novas mídias” para nos referirmos à Internet participativa ou móvel, “viralzinho” para conteúdo bom que as pessoas espalham; “campanha grande” para alguma coisa interessante e relevante que não necessariamente coma muita grana. É pra nunca mais dizer que mídias sociais é só pra quem é muito ousado e que empresa grande não faz isso.
Essa é a minha opinião sobre todo este cenário. Mas quem se importa?
Good people care!
Ouça a apresentação de Gustavo Fortes (depois do momento em que ele explica sobre o case do Bert, da Vila Sésamo, inserido ao lado de uma foto do Osama Bin Laden).
Ouça o painel de discussões com os palestrantes e convidados.